Elastic Generation: mulheres que fazem a nova revolução feminina

Publicado em 16 de novembro de 2020
Elastic Generation: mulheres que fazem a nova revolução feminina

As mulheres da Elastic Generation têm mais de 50 anos, trabalham, namoram, fazem sexo, assumem suas vulnerabilidades, seus cabelos brancos e suas rugas e querem mais é que o mundo as valorize e aceite como são.

Se termos como millennials ou Geração Z já estão no nosso vocabulário, vale a pena incluir mais um: a Elastic Generation, uma referência às pessoas com idade entre 53 e 72 anos. Digamos que é a maturidade dos baby boomers.

E as mulheres estão se mostrando as grandes protagonistas dessa geração.

Lá atrás, foram elas que abriram caminhos para mudanças como tomar pílula para não engravidar, sair de casa para trabalhar quando isso não era muito bem visto ou se divorciar.

Hoje, elas estão à frente de bandeiras como o combate ao termo anti-aging, a normalização do namoro e do sexo na maturidade e o trabalho depois dos 50 anos.

A nova revolução feminina

As mulheres da Elastic Generation trazem fortemente o tal “empoderamento feminino” e uma vitalidade capaz de promover muitas transformações.

É uma luta, é verdade, porque a sociedade ainda tem fortemente arraigados alguns hábitos e costumes que essas mulheres querem combater.

Mas elas são resilientes, batem o pé e assumem a responsabilidade de dizer: comigo não será assim.

Um exemplo é o combate ao termo anti-aging, que pauta a indústria da beleza para vender produtos que evitam o envelhecimento.

Elas não querem evitar o envelhecimento e parecerem mais jovens. Ainda mais pagando o preço de ter uma rotina de beleza extenuante, por vezes nada saudável. Elas querem estar saudáveis, radiantes, ter uma boa aparência e se sentir bem na idade que têm.

Vem daí, por exemplo, o movimento de valorização dos cabelos brancos, algo que as mulheres sempre esconderam porque é o padrão mais aceito pela sociedade.

Tem também a valorização dos corpos reais, que passam muito longe do que se vê em capas de revista. Elas querem poder viver a maturidade com os corpos que estão envelhecendo com elas e que possuem um grande potencial.

Quando as próprias mulheres tomam as rédeas destas questões e mostram o que querem ver, fazer e consumir, o mercado começa a abrir os olhos. E aí a revolução acontece.

Mulheres maduras e liberdade

Esse olhar mais gentil e real para a beleza tem a ver com liberdade, com se sentir bem na idade que tem e viver o que a vida oferece.

Mas é um olhar que vai muito além da beleza.

O namoro e o sexo na maturidade, por exemplo, são assuntos que entram nessa pauta “revolucionária”. Estamos falando de mulheres com vida ativa, que querem se relacionar, desfrutar a sexualidade e o sex appeal.

Não existe a ideia de que já passaram da idade de namorar ou ter relações sexuais saudáveis.

Tanto o namoro quanto o sexo podem ser diferentes do que eram na juventude, mas podem ser bons ou ótimos, ou até melhores do que antes.

A questão do trabalho também é muito importante. Muitas mulheres estão se reinventando depois dos 50 anos. Elas estão buscando empreender, encontrar uma nova profissão, olhando para suas capacidades e seus potenciais, buscando um propósito, uma forma de contribuir com o mundo.

E isso é absolutamente revolucionário se pensarmos que mulheres ainda ganham menos que os homens e até pouco tempo atrás eram apenas donas de casa…

As mulheres da Elastic Generation são inspiração

Algo muito interessante da Elastic Generation é que ela se tornou uma inspiração, também, para as mulheres mais jovens.

Se os dados já dizem que, em 2060, o número de idosos deve superar o de jovens no Brasil, nada mais justo do que os jovens pensarem no próprio envelhecimento.

E é com esse olhar de inspiração, de entender o que essas mulheres têm feito e como elas têm vivido que as mais jovens estão olhando para elas.

É uma forma de pensar no próprio envelhecimento, nos próprios valores e, principalmente, nas escolhas da vida.

Elas encontram nessas mulheres um impulso de vida, uma fagulha para continuarem ativas e não se deixarem parar porque alguém diz que já estão velhas demais para isso.

Aliás, alguém ainda acredita nessa máxima?

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