Escape de urina é um problema mais comum do que você imagina

Publicado em 20 de outubro de 2020
Escape de urina é um problema mais comum do que você imagina

Existem diferentes tipos de incontinência urinária, e todas afetam mais as mulheres. Mas o escape de urina pode ser tratado e evitado 

Hora de falar de um assunto delicado, mas que incomoda muita gente: escape de urina. Que atende por outro nome complicado: incontinência urinária. Ou xixi na calça, se quisermos ir direto ao ponto. Sim, a perda involuntária de qualquer quantidade de líquido, que pode ocorrer por uma série de fatores e em diversas idades. E que, de acordo com o primeiro grande estudo epidemiológico sobre sintomas urinários feito no Brasil, é mais comum em pessoas acima dos 40 anos.

Antes de mais nada, é preciso esclarecer que existem diferentes tipos de escape de urina. Um é o de urgência: aquele em que sentimos uma necessidade tão grande de urinar que não conseguimos chegar ao banheiro a tempo. De acordo com um levantamento realizado pela Núcleo Avançado de Urologia e do Centro de Continência Urinária do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo, quase 5 em cada 10 mulheres acima de 40 anos sofre com incontinência urinária.

Infelizmente, pior para as mulheres

Em relação ao sexo feminino, existe um tipo ainda mais comum: a incontinência de esforço, aquela que acontece ao tossir, espirrar ou levantar peso. Esse sintoma foi relatado por 20,4% das mulheres e 2,6% dos homens. Outro tipo é a incontinência mista, na qual a pessoa sofre com esses dois tipos de escape de urina. 

Pois é, meninas, a questão é mais grave quando se trata da gente. Os estudos mostram que o escape de urina é um problema muito mais comum entre as mulheres do que entre os homens. O urologista Jorge Antônio Pastro Noronha, chefe do Serviço de Urologia do Hospital São Lucas da PUCRS, diz que isso se deve à composição corporal feminina, que é muito mais suscetível a encarar os vazamentos.

“A anatomia pélvica das mulheres favorece o aparecimento da incontinência urinária. Nos homens, o problema é mais rotineiro após uma cirurgia na próstata”, explica Noronha.

Escape de urina tem solução?

Para ter uma resposta exata, é preciso consultar um médico. Aliás, não só consultar, mas ter o acompanhamento dele a partir do momento em que o problema começar. No entanto, algumas dicas podem ajudar a atenuar efeitos e sintomas do escape de urina. Para a incontinência por esforço, por exemplo, você pode fazer exercícios para o assoalho pélvico. Em casa, mesmo, de forma simples e prática. Neste link você encontra exemplos disso. que devem ser realizados continuamente. 

Além disso, a fisioterapia tornou-se parte da primeira linha de tratamento das incontinências urinárias. Se houver os devidos cuidados, é possível acabar totalmente com o problema, afirma no texto do Zero Hora a fisioterapeuta Patrícia Viana da Rosa,  professora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). 

Algumas dicas para afastar os riscos

Se você não sofre de escape de urina e pretende continuar assim, as dicas é aquela de sempre: manter sempre hábitos saudáveis. Ou seja, praticar exercícios físicos, comer bem e não fumar. Isso porque, com os dois primeiros, você diminui a probabilidade de obesidade, que é um fator de risco para a incontinência. Já o cigarro, embora não cause incontinência, pode piorar indiretamente um quadro. Porque fumantes podem ter muita tosse, o que favorece os escapes. 

Ah, e uma última orientação: evite aquele exercício de prender e soltar o xixi na hora de ir ao banheiro. Esse esforço pode alterar o mecanismo fisiológico da micção, causando assim outros problemas. E não se esqueça: consulte sempre o seu médico!

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