Escrever um livro: 5 dicas que você não pode perder

Publicado em 19 de agosto de 2020
Escrever um livro: 5 dicas que você não pode perder

Escrever um livro é um trabalho como qualquer outro, que exige planejamento e dedicação frequente. Por isso, separamos algumas ideias para você começar e dicas para escrever um livro.

Dizem por aí que todo dia é dia de fazermos algo que nunca fizemos antes. Dizem também que, durante a vida, todos nós devemos plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. Juntando esses dois exemplos da sabedoria popular, pensamos em dar uma forcinha para você que quer começar algo totalmente novo hoje mesmo – e que, muito provavelmente, já plantou uma árvore ou teve filhos. Sim, queremos ajudar você a escrever um livro.

Por quê? Ora, porque temos certeza de que você tem uma história muito importante para contar: a sua. Não tem problema você pensar que ela só interessa a quem você conhece, a suas amigas, amigos e à sua família. Entre muitas outras coisas, um livro te ajuda a documentar sua caminhada até aqui, com os percalços e as conquistas que só você viveu, e só por isso já se justifica. Imagina quanta gente próxima de você não faz ideia disso, mas se interessa por conhecer?

Escrever um livro também é um caminho para acessarmos aqueles momentos maravilhosos das nossas vidas. De revivê-los com intensidade e profundidade. E só isso já justifica, para nós mesmos, o trabalho que dá – que não é pouco, mas vale a pena. 

Então, pra ficar mais fácil, separamos abaixo algumas dicas. São bem práticas, pra você começar agora mesmo:

Dicas para escrever um livro

1. Faça um bom planejamento

A escrita de um livro é um trabalho como qualquer outro. Ou seja, exige bastante planejamento e dedicação, mas também pode ser muito divertido. Para começar, tente estruturar a sua história – você a conhece como ninguém! Ela vai seguir uma ordem cronológica? Vai ter saltos temporais, momentos de recordação do passado? Tudo isso exigirá uma boa organização. Uma ótima forma de começar é abrir um arquivo de Word no seu computador e elaborar um guia ou um mapa, com pontos/partes principais do seu livro. Se você é fã do papel e caneta, também pode começar por lá.

2. Organize uma rotina de trabalho

Escrever um livro requer atenção frequente, de preferência diária. Mas também é verdade que precisamos de inspiração para isso, e tem dias em que simplesmente nada sai. Então, coloque uma meta de palavras semanais. Por exemplo, cinco mil palavras por semana; você pode não escrever nenhuma num dia, e mil ou duas mil no dia seguinte. O importante é respeitar seu próprio processo criativo, ao mesmo tempo em que segue com as metas de escrita. 

Estabeleça, ainda, prazos cruciais. Por exemplo, a finalização de conjuntos de três capítulos a cada três meses, e por aí vai. Isso te ajudará a manter o ritmo de escrita.

3. Não tenha medo da pesquisa

Se o livro for mesmo sobre a sua vida, a melhor fonte de pesquisa é você. No entanto, provavelmente será necessário acessar fotos, diários e até mesmo pessoas para compor o texto. Esse pode ser um processo de autoconhecimento. Você vai se lembrar das brincadeiras da infância, das descobertas da adolescência, das vitórias da fase adulta. 

Essa jornada também tem chance de ser intensa. Afinal, somos feitos tanto daquilo que nos alegra quanto do que nos entristece, e relembrar os assuntos difíceis pode exigir um processo de crescimento. Por outro lado, a escrita tende a ser super legal. Porque você poderá reencontrar amigos, reviver momentos divertidos, conhecer outros pontos de vista…  Já pensou?

4. Escolha um leitor beta

Leitoras e leitores beta (a letra B do alfabeto grego) são as segundas pessoas a lerem um livro – as primeiras, claro, são quem o escrevem (que são os leitores alfa, ou A). Ou seja, são elas que vão dar aquelas impressões e opiniões fundamentais pro seu texto, e que vão te dar segurança para seguir escrevendo. A sua leitura beta não precisa vir de um crítico literário ou um especialista: basta ser um leitor atento e, claro, conhecer boa parte da história que você quer contar. Vale convidar sua filha, uma amiga ou até a vizinha!

5. Escolha a forma de publicação

Concluiu a escrita? Já  fizeram a leitura beta? Então é hora de decidir o que fazer com o livro. Se você quiser compartilhá-lo somente com pessoas próximas, pode procurar gráficas que fazem tiragens pequenas de impressões, e que inclusive podem trabalhar no projeto gráfico dele para deixá-lo com a sua cara. Uma dessas gráficas, por exemplo, é a Printi: lá você pode encomendar o seu pedido pela internet e receber a entrega na sua casa. 

Se você preferir dar um alcance maior à história, pode recorrer à publicação digital. Vale um documento em formato PDF que você poderá compartilhar nas suas redes sociais e até pelo WhatsApp. Tem também o Kindle Direct Publishing (KDP), uma ótima forma de publicação digital (aqui tem todas as informações).

Ou, se você achar que a história possa interessar a uma editora, não tenha medo de enviar seu original! No Brasil, há muitas casas editoriais dispostas a trabalhar com projetos menores. Só saiba que esse processo pode ser um pouco demorado…

Para concluir, lembramos que escrever um livro não é fácil, mas é imensamente recompensador e com certeza divertido. Esperamos que essas dicas te ajudem. 

Agora, mãos à obra – e às teclas!

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