Outubro Prateado: o mês da longevidade

Publicado em 1 de outubro de 2020
Outubro Prateado: o mês da longevidade

Outubro é o mês do idoso e é quando se celebra o Outubro Prateado, um mês todinho pra falar do envelhecimento da população, sem medos ou tabus, e chamar a atenção para a necessidade de o envelhecimento e a longevidade serem colocados no centro das discussões políticas, econômicas, sociais, urbanas, de saúde e bem-estar.

O Outubro Prateado é uma campanha que foi criada pela disciplina de geriatria da FMUSP (Faculdade de Medicina da USP), pelo serviço de geriatria do HCFMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) e pela área técnica de saúde do idoso da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

Neste ano, a MaturiBoss se junta ao movimento porque acreditamos que falar de longevidade é falar de vida. Afinal, já somos mais de 30 milhões de brasileiros com mais de 60 anos e 60 milhões com mais de 50 anos. Porém, a realidade dos números ainda diverge da realidade que os maduros e idosos vivem. Participe do Outubro Prateado pelo instagram e facebook!

Um dos grandes problemas enfrentados é o ageísmo, que é o preconceito com a idade e acontece no mundo todo.

Maggie Kuhn, que morreu em 1995 com 89 anos, já falava sobre isso nos anos 70, quando ela criou nos Estados Unidos o movimento Gray Panther, ou panteras cinzentas. A ideia era encorajar o ativismo entre os idosos do país e combater o ageísmo.

Estamos em 2020 e esse preconceito ainda existe. Mas o mundo está sim com os olhos voltados para a questão da longevidade, porém ainda há um longo caminho a ser trilhado para que a sociedade aceite que o envelhecimento é um processo natural que chegará para todos aqueles que sobreviverem. Então, por que negá-lo? Por que não torná-lo nossa bandeira, olharmos para ele de frente e colocarmos na mesa todas as questões que o permeiam?

Ashton Applewhite no TED Talks

Se envelhecer é considerado algo difícil e doloroso, isso tem a ver com a forma como olhamos para esse processo e o lugar que damos a ele em uma sociedade que ainda valoriza demais a juventude.

“Não é a passagem do tempo que faz envelhecer ser muito mais difícil do que deveria. É o preconceito de idade”, diz Ashton Applewhite no TED Let’s and ageism.

Ashton é escritora e porta-voz de um movimento de mobilização contra a discriminação com base na idade. Ela mostra o quanto o envelhecer precisa estar na pauta, ser falado, discutido, mostrado com suas rugas, cabelos brancos, gordurinhas a mais, memória falha e qualquer imperfeição que exista.

Não existe vida perfeita. Mas existe vida onde a gente se coloca e procura fazer o melhor.

“Quando fazemos do mundo um lugar melhor para envelhecer, fazemos do mundo um lugar melhor para todo mundo”.

Embarque nesse movimento conosco. Acompanhe nossos textos aqui no blog e nossas postagens no Instagram.

Juntas, claro, somos mais fortes. 

Compartilhar

Botão Whatsapp