Como se organizar para reformar sua casa?

Publicado em 17 de setembro de 2020
Como se organizar para reformar sua casa?

A casa deve ser um lugar de conforto e acolhimento que pode se transformar, como a vida. Reformar a sua casa ou escolher uma nova decoração pode ser um momento de autoconhecimento e ajudar a deixar esse lugar ainda mais aconchegante e funcional

Fazer mudanças em casa é uma necessidade que surge na nossa vida de tempos em tempos. Seja porque um filho se mudou, porque o home office entrou para a rotina neste “novo normal”, por causa de um divórcio ou um casamento, porque o isolamento social levou a uma percepção maior da nossa própria casa, ou simplesmente por vontade própria.

E a mudança nem precisa ser uma reforma radical. Pode ser a adaptação de um cômodo, a derrubada de uma parede para ampliar o ambiente, uma pintura nova, uma re-decoração completa, um projeto de iluminação. As possibilidades são imensas, mas o objetivo é sempre o mesmo: melhorar o local onde se vive, deixá-lo mais aconchegante, mais funcional e, de preferência, com mais personalidade.

marina paiva olhando de lado reformar sua casa

Para a arquiteta Marina Paiva, o ponto de partida para esta transformação é organização e planejamento. 

“É preciso definir no que você quer mexer, quando você quer mexer e quanto você tem pra investir. A partir disso, você consegue estipular suas prioridades dentro daquele ambiente”, diz.

Outro quesito fundamental é saber aquilo que você gosta e, principalmente, aquilo que você não gosta. Hoje, há milhares de referências na internet e elas embasam muitas decisões. Mas no fim das contas, o que interessa é que o ambiente seja como você quer e tenha aquilo que faça sentido para você. 

“Não adianta só ficar parecido com o ambiente da revista. Ele precisa funcionar para quem vai viver ali todos os dias”, diz Marina.

Reformar a casa é uma forma de autocuidado

Ficar em casa na quarentena aproximou muitas pessoas do seu próprio lar e estimulou o cuidado com o ambiente doméstico, não apenas no quesito limpeza, mas também no quesito conforto. 

“Acredito muito no lar com essência, com alma. A partir do momento que você cuida de um espaço que te acolhe, que é o seu refúgio, pra onde você corre no momento do descanso, você está, de alguma forma, cuidando de si mesma”, diz Marina.

A jornalista Natália Dornellas sabe bem disso. Ela acaba de se mudar de Belo Horizonte para São Paulo e aproveitou esse momento de mudança para realizar o desejo de morar em uma casa azul, do chão ao teto. 

“Quando morei na Inglaterra, há 10 anos, conheci a casa de um amigo que parecia de filme e tinha o quarto e o escritório azuis. E aí eu projetei aquilo pra minha vida. Voltei pro Brasil, mas acabei não fazendo isso. Nesse período eu me casei, meu ex-marido não queria a casa azul e isso acabou adiado. Quando me vi na possibilidade de ter uma casa nova, resolvi colocar o sonho em prática”, conta. 

Todo o processo foi feito com a ajuda de uma designer de interiores e ainda não está completamente pronto. Mas Natália já sente a deliciosa sensação de estar em casa. “Essa sensação da casa te pertencer não é automática, é construída. Sinto que ainda faltam alguns detalhes pra eu me sentir totalmente em casa. Mas às vezes estou na rua e quando volto já vem aquele gostinho de ‘ nossa, que bom chegar em casa’”. 

Quer fazer uma reforma? Saiba por onde começar:

A jornada de transformar a casa é um processo que começa no autoconhecimento, em entender o que você quer e não quer no ambiente doméstico. Por isso se conhecer é fundamental, além de entender que a vida é cíclica e aquilo que funcionou em um momento pode não funcionar em outro. Mais do que isso, entender que é possível experimentar novos jeitos de viver e gostar disso.

“Eu saí de um apartamento de 140 m² pra um de 40 m² e estou adorando. Lá as coisas que eu uso no dia a dia ficavam longe e aqui ficam todas perto de mim, acessíveis. Até falei na terapia que eu nunca pensei que morar em um ‘apertamento’ fosse me deixar tão feliz”, diz Natália

Se você também quer viver a sensação de mudança boa que vem depois de reformar sua casa, Marina Paiva dá algumas dicas para que esse processo seja o mais leve possível e com resultados que transformem sua casa em puro acolhimento

1. A importância do projeto

Se você for fazer uma reforma que envolva quebrar paredes ou mexer em algo estrutural, é importante contratar um profissional para fazer um projeto. O projeto define layout, posição de mobiliário, iluminação, hidráulica, elétrica etc. É ele que vai nortear a execução da obra e garantir que itens importantes não sejam esquecidos. 

2. Consultoria

Se as mudanças escolhidas não envolvem grandes obras e quebradeira, você pode investir em uma consultoria, que é uma orientação de como alterar os espaços, quais cores usar para ter o efeito desejado, como finalizar a decoração, quais texturas podem funcionar bem etc.

3. Iluminação

Dependendo da sua necessidade (ou vontade), um bom projeto de iluminação pode fazer toda a diferença. É um item que trabalha tanto com a sensações quanto com a funcionalidade.

A iluminação pode levar conforto para um ambiente, como quarto e sala, ou favorecer a concentração, como em um escritório de home office. 

4. Criatividade e faça você mesmo ao reformar sua casa

Por mais que você tenha a ajuda profissional, seja com consultoria ou elaboração de um projeto completo, é importante ter espaço para a criatividade. Dar nova utilidade para objetos que já existem e, se possível colocar a mão na massa, seja pintando uma parede ou produzindo uma peça, vai te fazer se sentir parte do ambiente. 

E sempre inclua na sua casa objetos que encham de vida os ambientes, seja uma fotografia que te remete a bons sentimentos ou plantas que precisam de cuidado. “O importante é que você se identifique com a vida que há naquele espaço”, diz Marina.

As casas não são mais apenas o lugar onde dormimos e fazemos as refeições. Mais do que nunca, são lugares onde muitos papéis da vida se desenrolam, inclusive o profissional. Por isso, cuidar desse espaço e deixá-lo de um jeito que seja funcional e confortável é cada vez mais necessário. E esse não precisa ser um processo dolorido, mas de conexão consigo mesma. 

É só aproveitar a jornada!

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